Minha experiência na empresa foi decepcionante. Durante o tempo em que estive lá, percebi um ambiente de trabalho marcado por alta competitividade interna, falta de alinhamento entre áreas e ausência de direcionamento claro por parte da liderança. Os valores divulgados pela empresa não se refletiam na prática, o que gerava bastante frustração entre os colaboradores.
A cultura de feedback praticamente não existia, e os processos que deveriam reconhecer o desempenho (como ciclos meritocráticos) eram pouco transparentes. A pressão por resultados era constante e, muitas vezes, desproporcional. Isso gerava um clima de insegurança e medo, especialmente porque o turnover era alto e os critérios de desligamento nem sempre pareciam claros ou justos.
A liderança ainda está em fase de amadurecimento e, em alguns casos, faltava preparo para lidar com gestão de pessoas. Promoções nem sempre levavam em consideração competências de liderança, e decisões importantes pareciam ser tomadas com base em afinidades pessoais. O ambiente presencial tinha um peso visivelmente maior do que o remoto, mesmo com a promessa de flexibilidade.
Percebi também que havia pouca clareza em relação a produtos e preços, o que afetava a comunicação com clientes e a atuação dos times. Internamente, havia um clima de desconfiança e boatos, o que comprometia ainda mais a colaboração entre as equipes.
Infelizmente, minha saída aconteceu de forma inesperada, sem diálogo prévio ou explicações claras. Isso reforça a percepção de que a gestão de pessoas ainda precisa evoluir bastante. Espero que, com o tempo, a empresa consiga amadurecer seus processos internos e construir uma cultura mais coerente com os valores que divulga.