A diretoria parece ter se inspirado em reality shows de confinamento: muita pressão, decisões imprevisíveis e uma comunicação que mais confunde do que informa. Mudanças estruturais são frequentes, mas raramente vêm acompanhadas de contexto, critérios claros ou qualquer tipo de diálogo com os times. A cultura do medo é parte do pacote, com metas inatingíveis sendo impostas sem discussão e, de quebra, ameaças veladas (ou bem explícitas) sobre a continuidade do modelo remoto.
Planejamentos que exigiram estudo e critério são descartados da noite para o dia, principalmente se isso ajudar a deixar os dashboards mais “bonitos” para os olhos do CEO.
O RH opera de forma centralizadora e defensiva. Qualquer tentativa de questionamento, mesmo que legítima, costuma ser recebida como afronta pessoal. A tal “transparência”, que consta nos valores da empresa, é bastante seletiva: aparece nos posts de LinkedIn e nos comunicados corporativo, mas desaparece quando o assunto são demissões, reestruturações ou decisões estratégicas que afetam diretamente a equipe.
Discordar de lideranças ou apontar incoerências é caminho quase certo para virar persona non grata. Há casos de represálias sutis (e nem tão sutis), perseguições internas e tentativas de desmoralização de quem ousa “sair da linha”.
Os benefícios são tímidos e incompatíveis com o modelo 100% remoto da empresa, não há apoio para estrutura de home office e sequer houve atualização significativa no vale alimentação…
Casos sensíveis, como denúncias internas, são tratados com o clássico silêncio corporativo. Quem levanta a mão corre sério risco de ser ignorado, deslegitimado ou simplesmente removido do caminho.