Chegar para uma entrevista de emprego sempre me dá um frio na barriga. Eu me preparo o máximo que posso — reviso meu currículo, penso nas possíveis perguntas e até ensaio respostas em voz alta. Mesmo assim, na hora, meu coração bate mais rápido.
Quando sou chamada, tento sorrir com confiança, mesmo que por dentro esteja nervosa. Me sento, olho nos olhos da pessoa que vai me entrevistar, e respiro fundo. À medida que as perguntas vão surgindo, vou me soltando. Conto sobre minha trajetória, minhas experiências, o que aprendi nos caminhos que percorri. Tento ser sincera, mas também mostrar meu melhor lado — sem parecer ensaiada demais.
Às vezes, surge uma pergunta que me pega de surpresa. Meu cérebro corre para achar a resposta certa, e tento não demonstrar a aflição no rosto. Outras vezes, a conversa flui tão bem que quase esqueço que estou em uma entrevista.
Quando termina, sempre fico com aquela sensação estranha: será que fui bem? Será que gostaram de mim? Ao mesmo tempo, sinto um certo alívio por ter passado por aquilo. Independente do resultado, cada entrevista me ensina algo novo — sobre mim, sobre como me comunico, e sobre o que realmente procuro.