Participei do processo seletivo que começou de maneira bastante comum, com uma conversa estruturada sobre minha trajetória e qualificações. No entanto, em uma das etapas presenciais, me deparei com um ambiente que destoava completamente do que considero minimamente respeitoso e profissional.
Questionamentos que não diziam respeito às minhas competências vieram à tona, acompanhados de comentários que beiravam o deboche — não apenas em relação a experiências anteriores no meu currículo, mas também sobre aspectos pessoais que jamais deveriam ser pauta em um momento como esse, como posição política e da minha religião.
Essa situação me fez refletir, mais uma vez, sobre a importância de ambientes que acolham a diversidade de pensamentos, crenças e vivências, com respeito e ética. Profissionalismo se demonstra na escuta, na empatia e, principalmente, nos limites que se impõem quando se lida com seres humanos.
Fica aqui um lembrete: em entrevistas, quem avalia também está sendo avaliado.