O processo foi todo feito por mensagens de texto no WhatsApp, o que reforça o caráter 'impessoal', que a marca se esforça tanto em construir, inclusive do ponto de vista de como trata os alunos e funcionários no dia a dia. Digo isso, pois até então, eu era aluno deles.
A recrutadora, que pareceu ter pouca experiência em RH, até pelo seu perfil no LinkedIn, apenas falou dos benefícios, modalidade de trabalho e perguntou a minha expectativa salarial, de forma bem robótica, sendo que pretensão já havia sido informada na plataforma de cadastro para a vaga.
Informei novamente a minha pretensão e ela prontamente disse que só tinha um valor disponível menor, sem muita margem para negociação. Detalhe: estamos falando de uma empresa, que já faturou mais de R$ 200 milhões só em 2023, mas que paga pouco aos seus funcionários, de acordo com informações internas e do próprio Glassdoor.
Eu agradeci pelo tempo e disponibilidade da recrutadora, e informei que a oportunidade não faria sentido para mim, dentre outros motivos, pelo salário oferecido, considerando ainda uma rotina 100% presencial, sem maiores benefícios. Nem um obrigado ou sequer um like na mensagem de agradecimento foi dado pela recrutadora.
Apesar de parecer algo pequeno, atitudes como essa mostram o quanto a empresa é pragmática e, arrisco dizer, imatura em seus processos, seja os que envolvem profissionais atuais, alunos e potenciais funcionários.
Processos seletivos falam muito sobre a conduta das empresas! Sempre observem isso. Vale dizer que a empresa costuma exigir demais dos profissionais a serem contratados e dos já efetivados, porém a remuneração, carga e modalidade de trabalho não são compensatórios.
Se a publicidade da marca fosse compatível com o que ela realmente é, seria os próprios Campos Elísios. Mas não é assim que a banda toca. Considere mil vezes antes de se candidatar a uma vaga nessa empresa. O desgaste não vale a pena.